segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Mãos que trabalham libertam a Mãe terra/Quilombo Campo Grande/MST/MG. Ví...





Mãos que trabalham libertam a Mãe terra, transformam vidas. Quilombo Campo Grande, do MST, em Campo do Meio, sul de MG. Vídeo 3. Dia 25/11/2018.

Quem visita o Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, sul de Minas Gerais, percebe logo a beleza do trabalho ali desenvolvido pelas 450 famílias que o integram o Quilombo, nos 11 Acampamentos do MST, numa área de 3.900 hectares, ocupada desde 1998. Essas terras do grande latifúndio Ariadnópolis foram abandonadas em 1996, após a empresa responsável pela Usina Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA), decretar falência, deixando dívidas trabalhistas que ultrapassam 300 milhões de reais. Em todo o latifúndio de Ariadnópolis, são mais de 2.000 camponeses e camponesas, trabalhadores e trabalhadoras rurais, que se dedicam ao cultivo da terra e à criação de animais e, assim, garantem a subsistência das 450 famílias dos Acampamentos, além de garantir alimentação saudável, de qualidade aos consumidores que compram seus produtos, já que praticamente 100% da produção é desenvolvida de forma agroecológica, orgânica. Nesse vídeo, imagens do Acampamento Vitória da Conquista, um dos 11 Acampamentos que integram o Quilombo Campo Grande, do MST, em Campo do Meio, e depoimentos de trabalhadoras e trabalhadores que, cultivando a terra e criando animais, geram renda, dignidade e cidadania, além de fomentar a economia na cidade de Campo do Meio e região.

*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Campo do Meio/MG, 25/11/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Trabalho e Produção Sustentável: Acampamentos/MST/Campo do Meio/sul de M...





A realidade dos fatos: Trabalho e Produção Sustentável nos Acampamentos do MST em Campo do Meio, sul de MG – Vídeo 2. 25/11/2018.

Há cerca de 20 anos, 450 famílias ocupam o terreno da massa falida da antiga Usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, sul de Minas Gerais. A Usina pertencia à Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA), que encerrou suas atividades em 1996, deixando dívidas trabalhistas que ultrapassam R$300 milhões. É nessa área, de 3.900 hectares, que mais de 2 mil trabalhadores/ras camponesas/es vivem e desenvolvem grande produção agroecológica, que gera trabalho, renda e dignidade para as famílias do Quilombo Campo Grande (11 Acampamentos do MST nas terras da ex-usina Ariadnópolis), além de contribuir para alimentação saudável, de qualidade, sem agrotóxicos e fazer circular a economia na cidade de Campo do Meio e região. Entre a grande produção desenvolvida no Quilombo Grande, destaca-se o Café Guaií, orgânico e agroecológico, cuja produção em 2018 foi de 8500 sacas. Apesar da estrutura da Ocupação, de todo o trabalho ali desenvolvido, dessa grande produção alcançada com o trabalho na terra, as 450 famílias correm o risco de serem despejadas. No dia 30 de novembro último (2018), o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a Ação de Reintegração de Posse expedida por juiz da Vara Agrária do TJMG, justificando que é preciso mais tempo para analisar a situação, considerando a realidade dos fatos. É justo, ético, moral e humano que seja concedido às 450 famílias Sem Terra do Quilombo Campo Grande o direito de permanência definitiva na área. Nesse vídeo, o registro das diversas atividades de plantio desenvolvidas no Acampamento Vitória da Conquista, um dos 11 Acampamentos do Quilombo Campo Grande, com testemunho de camponeses e camponesas.
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Campo do Meio/MG, 25/11/2018.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

“Libera terra para quem quer trabalhar”. Quilombo Campo Grande/MST/Sul d...





“Libera terra para quem quer trabalhar”. Quilombo Campo Grande/MST/Sul de MG. Vídeo 1. 25/11/2018.

No latifúndio da massa falida da antiga Usina Ariadnópolis (3.900 hectares), no município de Campo do Meio, sul de Minas Gerais, cujas terras foram abandonadas e não cumpriam qualquer função social, 450 famílias, mais de 2 mil pessoas, vivem há 20 anos, em 11 Acampamentos do MST que constituem o Quilombo Campo Grande, fazendo a terra produzir, com responsabilidade social e ambiental. Recentemente, Juiz da Vara Agrária do TJMG determinou a reintegração de posse da antiga administradora da Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool, Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA). Esta determinação judicial injusta, ilegal e desumana foi suspensa no dia 30 de novembro último (2018), por decisão do desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant , que entendeu que, considerando o tempo de ocupação da terra e o trabalho ali desenvolvido pelas famílias, há "necessidade de uma análise mais aprofundada" sobre o caso. Nesse vídeo, o depoimento de moradores do Quilombo Campo Grande, que falam um pouco da sua história de luta e resistência pelo direito a essas terras, às quais já estão totalmente integrados com suas famílias, gerando renda e dignidade e fazendo circular a economia na cidade de Campo do Meio e região.
*Reportagem em vídeo de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Campo do Meio/MG, 25/11/2018.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

450 famílias dão função social à terra no Quilombo Campo Grande/MST/MG. ...





450 famílias dão função social à terra no Quilombo Campo Grande, do MST, no sul de MG. Silvinho do MST na ALMG. Vídeo 10 - 22/11/2018.

 A decisão do juiz Walter Zwicker Esbaille Júmor, da Vara Agrária do TJMG, aprovando uma liminar de despejo protocolada em favor de empresários da massa falida da antiga usina de açúcar e álcool de Ariadnópolis, em Campo do Meio, sul de Minas, motivou a realização de Audiência Pública, pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 22/11/2018, no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, em Belo Horizonte, MG. Na Audiência foi debatida a gravidade da situação, o desrespeito com a história de vida de 20 anos das 450 famílias agregadas no Quilombo Campo Grande (11 Acampamentos do MST), seu trabalho na terra, os investimentos feitos e a grande produção alcançada de forma agroecológica, orgânica, com responsabilidade social, e os riscos de um grande massacre com a possível retirada forçada dessas famílias de trabalhadores e trabalhadoras da área. O terreno está ocupado pelos camponeses e camponesas do Quilombo Campo Grande desde 1998. A terra estava abandonada, sem cumprir qualquer função social, desde 1996, quando a usina Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA), decretou falência e encerrou suas atividades, deixando dívidas trabalhistas que ultrapassam R$300 milhões de reais. A maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras do Quilombo Campo Grande são ex-trabalhadores da usina que ficaram sem receber seus salários e suas indenizações. A área de 3.900 hectares que antes produzia apenas cana de açúcar e álcool, hoje gera trabalho e renda para mais de 2 mil trabalhadores que cultivam produtos diversificados, entre eles grãos de café totalmente puro, com colheita anual de 510 toneladas de grãos. Graças a essa produção, o Quilombo Campo Grande concentra uma das maiores cooperativas de café do Estado de MG, a Cooperativa Camponsesa, que comercializa o café Guaií. Além da grande produção de alimentos, há uma grande plantação de árvores nativas, frutíferas, tanques de peixe, criação de gado, galinhas, e muito foi investido também na construção de casas de alvenaria, cercas e currais. O justo, humano e correto é regularizar a situação e garantir o assentamento das 450 famílias do Quilombo Campo Grande nessas terras para que possam continuar trabalhando, produzindo e vivendo com dignidade e em paz. Nesse vídeo, a entrevista concedida por Sílvio Cardoso Netto, o Silvinho, da Coordenação do MST em Minas Gerais, à repórter da TV Assembleia, momentos antes do início da Audiência. Obs.: Na última sexta-feira, 30 de novembro de 2018, decisão do desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a reintegração de posse da área da usina de Ariadnópolis, em Campo do Meio. O desembargador entendeu que as famílias que moram na região ocupam a área por considerável período “com cultivo de lavoura de café entre outros, havendo inclusive imóveis edificados nos quais residem as respectivas famílias". E que, diante da possibilidade de reversão, há "necessidade de uma análise mais aprofundada" sobre o caso.
*Vídeo original das gravações da TV Assembleia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Divulgação de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CPT e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 22/11/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

Trabalho, renda e dignidade: Quilombo Campo Grande, do MST/sul de MG. AL...





Trabalho, renda e dignidade: Quilombo Campo Grande, do MST/sul de MG - Audiência Pública na. ALMG - Vídeo 9 - 22/11/2018.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou Audiência Pública no dia 22/11/2018, no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, em Belo Horizonte, MG, para debater a Ação de Reintegração de Posse expedida por Juiz da Vara Agrária do TJMG, o que provocaria o despejo de 450 famílias do Quilombo Grande (11 Acampamentos do MST), em Campo do Meio, sul de Minas. O conflito fundiário na Fazenda Ariadnópolis, uma área de 3.900 hectares, ocupada por 450 famílias do Quilombo Campo Grande, ocorre desde 1996, em virtude da falência decretada pela empresa Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A, instalada na área. Trabalhadores/as foram demitidos sem receber seus salários, suas indenizações e a terra ficou totalmente abandonada, sem qualquer função social. O total das dívidas trabalhistas da Empresa, envolvendo dívidas com a União, ultrapassam 300 milhões de reais. A Ocupação foi uma forma encontrada pelos trabalhadores e trabalhadoras da empresa de garantir seus direitos e sua sobrevivência. Mais de 2.000 pessoas moram e trabalham na fazenda há 20 anos e já fizeram um grande investimento na área, para trabalhar a terra de forma agroecológica, orgânica, o que fez com que alcançassem uma excelente produção saudável, de qualidade. São colhidas, anualmente, 510 toneladas de grãos de café e, graças a essa produção, o Quilombo Campo Grande concentra uma das maiores cooperativas de café do Estado de MG, a Cooperativa Camponesa que comercializa o café Guaií. Além disso, colhem também, nessa mesma linha agroecológica ou em transição, 55 mil sacas de milho, 8,5 mil sacas de feijão e plantam, em 40 hectares, hortas com grande variedade de verduras, legumes e tubérculos. Além disso, estão plantadas nos acampamentos 60 mil árvores frutíferas e mais de 60 mil árvores nativas. O Quilombo conta também com tanques de peixes, 322 caixas de abelhas, 1,2 mil cabeças de gado e 23,7 mil galinhas. Essa produção faz circular a economia em Campo do Meio e região, além de garantir renda às famílias. Investiram também na construção de centenas de casas, currais e quilômetros de cerca. Uma grande Rede de Apoio se formou em todo o Estado de Minas Gerais e no Brasil em defesa do Quilombo Campo Grande, para que as 450 famílias de camponeses e camponesas tenham assegurado seu legítimo direito de permanência na terra na qual trabalham com responsabilidade social e consciência ecológica e que lhes garante renda e dignidade. Nesse vídeo, a intervenção de apoiadores que se posicionam contra a opressão, a injustiça e a ganância do capital, dos capitalistas e do agronegócio e defendem a justiça, a garantia de direitos e a superação do conflito que só acontecerá com a permanência definitiva das 450 famílias do Quilombo Grande nas terras da Ariadnópolis onde estão integradas. Obs.: O desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, de plantão, suspendeu, na última sexta-feira, dia 30 de novembro de 2018, a liminar que determinara a reintegração de posse da antiga Fazenda Ariadnópolis. O magistrado entendeu que, devido à necessidade de uma análise mais aprofundada do caso, que envolve diretamente questões de ordem social de uso e ocupação da terra, é prudente a suspensão da reintegração da posse, mantendo as famílias na área.
*Vídeo original das gravações do streaming da TV Assembleia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Divulgação de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CPT e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 22/11/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Quilombo Campo Grande/MG/Frei Gilvander: Felizes os que lutam por direit...





“Deus criou a terra para todos. Felizes os/as que lutam para libertar a mãe terra do poder do latifúndio” (Frei Gilvander). Quilombo Campo Grande, do MST, Campo do Meio/MG. ALMG, 22/11/2018. Vídeo 6.

Audiência Pública foi realizada pela Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no dia 22/11/2018, no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, para discutir a ameaça de despejo às 450 famílias Sem Terra do Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, e encaminhar ações em defesa dessas famílias. Em 1998, dois anos após a antiga Usina Ariadnópolis encerrar suas atividades e decretar falência, em 1996, sem acertar salários, indenizações e dívidas trabalhistas, que no total somam mais de R$300 milhões, trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a área, como uma forma de terem saldadas suas dívidas e garantidos os seus direitos. Distribuídas em 11 Acampamentos do MST, as 450 famílias constituem o Quilombo Campo Grande e há 20 anos trabalham e produzem nessas terras. A paisagem mudou: a área de 3.900 hectares que era tomada pela monocultura de cana-de-açúcar, hoje tem a produção da terra variada e gera trabalho e renda para cerca de 2.000 trabalhadores e trabalhadoras, garantindo a sobrevivência das famílias acampadas e fazendo circular a economia na cidade de Campo do Meio e região. Essas famílias, ao longo dos anos, se organizaram, construíram suas casas, se estruturaram, cuidaram da terra e hoje, produzem, de forma orgânica, sem agrotóxicos, 510 toneladas de grãos de café por ano e, graças a essa produção, o Quilombo Campo Grande concentra uma das maiores cooperativas de café do Estado de MG, a Cooperativa Guaií. Além disso, colhem também, nessa mesma linha agroecológica ou em transição, 55 mil sacas de milho, 8,5 mil sacas de feijão e plantam em 40 hectares, horta com grande variedade de verduras, legumes e tubérculos. Também estão plantadas nos acampamentos 60 mil árvores frutíferas e mais de 60 mil árvores nativas. A decisão judicial de Juiz da Vara Agrária proferida em 7 de novembro/2018 que determina a reintegração de posse e o despejo das 450 famílias do Quilombo Campo Grande ameaça toda essa história de luta, emancipação humana e transformação social, ferindo gravemente o princípio da dignidade humana, desconsiderando os 20 anos de vida dessas famílias que estão plenamente integradas nessas terras, onde produzem, resistem e sobrevivem. É ético, moral, humano e legal, garantir a permanência dos camponeses e camponesas do Quilombo Grande nessas terras e possibilitar, assim, que sigam sua vida e seu trabalho na terra, em paz com suas famílias. Nesse vídeo, a intervenção eloquente de frei Gilvander Moreira, da coordenação da CPT-MG, que faz memória histórica, como testemunha, de anos dessa Ocupação em Campo do Meio, manifesta seu apoio e solidariedade a essa luta e resistência contra as ameaças e a opressão do sistema que protege o latifúndio e os latifundiários, alerta para as gravíssimas consequências de um injusto e covarde despejo e lembra, com ternura, que a terra é de todos, dom do Deus da Vida, que quer todos os seus filhos e filhas, vivendo com dignidade.
+ Vídeo original das gravações do streaming da TV Assembleia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Divulgação de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CPT e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 22/11/2018.
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domingo, 2 de dezembro de 2018

MST/Quilombo Campo Grande/MG/Audiência Pública/ALMG/Romi Bencker: Querem...





MST: Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio/MG – Audiência Pública/ALMG – Pastora Romi Bencker: “Nós não queremos o cumprimento da lei, mas da justiça.” Vídeo 5 - 22/11/2018.

A decisão judicial de 7 de novembro/2018, por Juiz da Vara Agrária, em favor da reintegração de posse da área ocupada pelo Quilombo Campo Grande (11 Acampamentos do MST), em Campo do Meio, sul de Minas, motivou a realização de Audiência Pública pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Moradores e apoiadores lotaram o Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, da ALMG, para acompanhar a Audiência. Esse conflito fundiário vem se arrastando há anos. Na área ocupada pelas famílias em 1998, estava instalada a antiga Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A, que teve suas atividades encerradas em 1996, após decretar falência. Os trabalhadores e as trabalhadoras da Usina não receberam seus salários nem as indenizações. As dívidas trabalhistas da empresa ultrapassam 300 milhões de reais. Para garantir seus direitos e sua sobrevivência ,trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as terras, uma área de 3.900 hectares. Camponesas e camponesas praticam a agroecologia, com produção orgânica ou em transição. São 1.200 hectares de lavoura de milho, feijão, mandioca e abóbora, 40 hectares de horta e 520 hectares de café que geram renda a cerca de 2 mil trabalhadores e alimentos às famílias. Além disso, ao longo dessas duas décadas foram construídas casas de alvenaria, currais e cercas. No local funciona também a Escola Estadual Eduardo Galeano, que atende crianças, adolescentes, jovens e adultos, na Educação Básica. Desconsiderar os 20 anos da vida das 450 famílias integradas nessas terras do Quilombo Campo Grande é uma grande injustiça! Nesse vídeo, a intervenção da Pastoral Romi Márcia Bencker, Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, que defende como prioridade a função social da terra, os direitos trabalhistas dos camponeses e camponesas da Ocupação e é enfática ao dizer que a lei nem sempre é justa e, por isso, segundo Romi, “não queremos o cumprimento da lei, queremos o cumprimento da justiça”.
*Vídeo original das gravações do streaming da TV Assembleia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Divulgação de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CPT e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 22/11/2018.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.